quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Tempo, mano velho

       Um belo dia resolvi mudar... fazer tudo o que eu queria fazer... 🎵
Depois de muitos anos afastada deste recinto, começo meu texto com plágio.
E sabem por que? 
       Não faço tudo o que quero, porém mudei. Não por que resolvi. Não decidi mudar. 
O tempo mudou comigo. Mudou em mim. 
Mudou minhas amizades. Aliás, palavra forte essa, prefiro dizer que mudou meu círculo social.
Transformou minha família. Eles são todos iguais, porem mudou a forma como os vejo. Serena. Agradecida.
      Afastou a ânsia daquilo que por hora não tenho governabilidade para alcançar. Eu espero, na luta. 
Mudou meu cabelo. Tenho raros fios grisalhos. Meu corpo não queima as calorias com tanta vontade. Meu sorriso é mais brando, calmo e suave. 
Percebi que dentre todos, eu sou minha melhor companhia. Gosto tanto de estar comigo, que hoje eu sei o real significado de paz de espírito.
      Esse tempo me ajudou a aceitar que os acontecimentos não estão sob a minha vontade, meu bel prazer, e sim sob seus cuidados. 


domingo, 4 de maio de 2014

Gripe sazonal

AAAATCHIM!!!!!!!!


Eu acho que já comecei um texto certa vez no passado com Atchim. Mas agora a temática é diferente. Sou um tanto intolerante às mudanças climáticas.
Elas me abalam fisicamente. Meu nariz se transforma numa pequena cachoeira. Minha voz fica pior que piada de fanho. Meu humor, bem, esse não muda. Independe de qual solstício estamos.
Entretanto nós esperamos que elas aconteçam. Eu espero. Culpa do planeta Terra que resolveu nascer inclinado em relação ao sol. Eu espero ansiosamente o verão. A primavera linda, fina e exuberante. Recuso-me a falar de outono/inverno. Um dos motivos descrevi acima.
Mas são estações esperadas. Repetem-se formosamente em torno de mais ou menos três meses. 

Eu não nasci inclinada. Muito menos translado em torno do sol e no entanto, estou repleta de mudanças.
Comportamentais. Laterais (já que só cresço por essas partes). Emocionais. Pessoais. As pessoas mudam. De ideia, de Estado, de lado, de País, de promessas... e são tantas mutações que Darwin jamais imaginou que seriam capazes de influenciar tanto a seleção natural dos nossos mais íntimos sentimentos.
Mudanças inesperadas que entram, não pedem licença. E somos forçosamente convidados a nos sentar na mesma mesa.

Nos sentamos. Nem sempre a refeição e muto bem digerida, mas a dúvida que paira seria: Se o sol não fosse inclinado teríamos 12 horas de luz seguidos de 12 horas de escuridão e se na nossa existencia, as mutações fossem brandas, nosso entusiamos, vigor, vitalidade... e bla bla bla existiriam?







segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Esporte, escolha o seu

E não é que hoje, dia 5 de setembro de 2011 tem seleção brasileira de futebol na TV. Não é incrível?!
Tem um certo tempo que eu estava querendo escrever sobre o assunto. Só estava esperando o dia perfeito. Hoje!

Aos amantes do futebol: Um dane-se a vocês! Não pelo esporte, por favor, não me interpretem mal. Não é meu esporte favorito, mas ainda sim, é um esporte. Tal como os outros, tiram crianças da rua, tira a tensão daquele dia pesado de trabalho, enfim. 

O que me deixa P da vida, é esse furor, essa paixão (?) desmedida, essa hipervalorizarão financeira, visual, comercial e chata da qual eu e muitos brasileiros que não curte futebol, somos violavelmente entubados.


Um ode ao Rei que está com os bolsos cheios e totalmente vazio aos seus fãs. Um ode aos Ronaldos, aos Patos e aos Gansos. Um ode ao salário milionário do Neymar. Um ode a vergonha dos pênaltis. 

E chega de odes. 

Aos verdadeiros esportistas, aqueles que correm, não atrás de bolas, e sim atrás de patrocínio, atrás de espaço, reconhecimento principalmente financeiro eu deixo aqui a minha admiração e os meus aplausos.   

Aplausos merecidamente a seleção de vôlei, de basquete, de judô, de ginástica e de tantos outros esportes desse acervo de lutadores.
E aqui deixo também meus aplausos aos atletas paraolímpicos. Curvo-me a vocês. 
Antes que eu me esqueça, vocês do hipismo, um ode aos seus cavalos e um boa tarde a vocês. 



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Minha caixinha de jóias

Esses dias eu berrei delicadamente para a mini pentelha da minha prima:
- Não mexa nos meus anéis!!!!
Eis que a micro prodígio responde:
- Mas eu to mexendo nos brincos.

Eu estava na internet, facebookeando, twittando, e convocando os demais inclusos digitais para um bate papo sem importância. Afinal, ultimamente estou meio cheia e vazia de coisas sem importância. 

Continuei. 

E continuei a encher a minha caixola de infortúnios. Sabem né. Estou de férias. E por mais que eu tenha tentado montar um cubo mágico e folheado umas páginas de Moby Dick ( chique não?!), esta massa cinzenta sempre acha tempo livre para se martirizar com o rumo que a vida têm tomado. Rumo tal como carteira de trabalho assinada, porém desvalorizada. Amigos que apesar de serem pra toda vida, estão longe. Outros, casando e outros tendo filhos. 

Então, eu volto a tentar montar o cubo.. A folhear aquele livro da cachalote.. esperando.. alguma coisa, que está parecendo mais difícil que montar o cubo, ou achar a cachalote ou arrumar a minha caixinha de jóias que a prodígio bagunçou!

Bagunçou. E tanto. E demais da conta, diga-se de passagem. Porém deixou nas entrelinhas, que eu insisto em não enxergar, o leque de opções que uma caixa de jóias têm.
Vamos mexer?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu estou no meio

Olá! Como estão vocês?
Quantas vezes por dia vocês ouvem essa pergunta?
E quando ouvem, geralmente, é uma pergunta retórica.
Eu admiro a arte da qual as pessoas têm sobre falar de si próprias. 
Por isso, hoje, o post está voltado pra vocês, leitores.
Para saber de vocês. Decidi então, que vou começar por mim.

Minha vida caminha mais ou menos assim: Meio cheia. E meio vazia.
Meio cheia de tédio. De comilanças, de parentes, de trabalho, 
De filmes chatos, seriados e novelas. Sim, novelas.
Meio cheia de inverdades, inconstâncias e indecisões. 
Meio cheia de frustrações. Meio cheia de destilados. Alcoólicos, e venenosos. Meio cheia de querer o que não tenho. E o que tenho, não querer mais.

Em contrapartida, meio vazia.
Meio vazia risadas. De leituras, de vontades, de pessoas. Meio vazia de coisas materiais. Sim, e por que não?! 
Meio vazia de uma crença. De tomar decisões. Meio vazia de mandar alguém ir colher batatas ou plantar bananeiras. 
Meio vazia de elogiar alguém. 
Meio vazia. E meio cheia. Quase uma filial do Yang e Yin. 
Meio cheia e vazia. 


Será que alguém poderia encher meu copo? Ele está meio vazio.

sábado, 8 de janeiro de 2011

E seu telefone irá tocar...


É hoje!!!!
Todo mundo já teve um dia para pronunciar essa pequena frase.
Acordamos, vamos trabalhar. Mas daquele jeito. Corpo presente e nada mais.
Então pensamos (e neste caso para o público feminino): "Saia ou calça? Cabelo preso, semi-preso ou solto? Caso eu vá de calça, será que uso cinto? E se usar cinto, será que devo combinar com a bolsa ou com o sapato?"

É, mulher pensa em tudo. Quer dizer, quase tudo. Quando a emoção dos hormônios vão a presidência, os fatos reais, e que acontecem com grande freqüência na vida, são esquecidos.
Vou explicar. 

No dia anterior...
- Triiiiiiiiirimmmmmm. Triiiiiiiiiiirimmmmmmm.
- Alô?
- Alô, quem fala?
- Oi, aqui é o elemento X.
- Oi... Tudo bem??? ( neste momento: Suspiros)
- Então, eu estou te ligando, por que pensei que amanhã, sexta-feira, poderíamos fazer algo. O que acha?
- Ah, eu acho ótimo! ( hora de pular...  fazer caras e bocas)
- Então, amanhã quando estiver chegando a sua casa, te ligo, pode ser?
- Claro!
- Beijo.
- Beijo.

Claro, que esta também é a hora que você pega o telefone, liga pra melhor amiga, e fica horas e horas contando o que aconteceu. Repetidas vezes.
Bom, chega o tão famigerado dia: O dia seguinte.

A noite vai chegando, e o processo mudança começa. A pele que é pálida, começa a ficar com um tom levemente rosado nas bochechas. O Cabelo, levemente esticado. As unhas, bem lixadas. Nos lábios, gloss.
Não vou me ater a explicar as roupas de baixo. Isso cabe a imaginação de vocês. 
E acreditem, a vossa imaginação está correta.

 Oito horas. nada. Nove horas, nada. Nove e meia, nada. Nove e quarenta e sete:
-Triiiiiirim..... tririiiiiiiiiiim. Claro que também é hora do charminho. Deixa tocar mais um pouco.

...

- Alô?
- Alô? 
- Por favor a senhora N? 
  Imaginem vocês, uma senhorita, ser chamada de senhora. Mas bem.. vamos continuar.
- Quem gostaria?
- E do Bradesco Seguros. 

( Baforadas, de búfalos)

- Olhe, a "senhora" N foi ali fazer um filho e disse que já volta. Posso ajudar em mais alguma coisa.
- Ah, ahn.. Voltarei a ligar. Tu, tu, tu.

Meia noite, nada!

Então, o que resta é ir pra geladeira e pegar aquele suculento "bolo" de chocolate e devorá-lo, tal como se estivéssimos.. Bom, deixa pra lá.

A propósito, essa é aquela típica história: Aconteceu com a amiga de uma amiga minha.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quanto vale meu diploma?

Estou num evento muito legal.
Mais ou menos assim: Oncologia para farmacêuticos e enfermeiros.
Claro que a parte que me toca, são os farmacêuticos.
Palestras e mais palestras. Representantes querendo provar que o medicamento da empresa Marte é infinitamente melhor que o da empresa Plutão.
Sem contar, os representantes de livros. Não entendem um ponto do que se trata aquelas milhares de folhas presa numa capa colorida, estampada com uma fórmula química magnífica. Mas não importa. Comissão é tudo.

Mas confesso que parei pra olhar os livros. 
Um em específico: Farmacêuticos na oncologia clínica.
Coloquei minha mão sobre ele, com esperança de encontrar algo que me despertasse algum interesse.
Sabem, aquele dito: "água mole em pedra dura..."

Foi então que resolvi abrir uma página qualquer, e não é que li um pequeno parágrafo, onde falava sobre um tema que um certo professor sugeriu que eu escrevesse?! Tema esse que nada tem a ver com manipulação de quimioterápicos e terapia de suporte. Por que a única manipulação que me interessa é a de pessoas. As demais, deixo para os colegas.

O Dr, Hugo Teixeira, criador de um blog que recomendo logo ali ao lado, diria que é uma imensa e boa coincidência. Mas como estou no meu blog, escrevendo o meu texto, eu digo que é intervenção divina.
E tenho dito.

Mas o fato é, que botei em dúvida o tal do água mole que fura uma pedra dura.
Até onde o dinheiro nosso de cada mês supera vocação?
Nem todo o Prozac do mundo me faria enganar.
E nem a falsa estabilidade.
Quiçá um ou outro falso incentivo.
Porém, uma coisa que vi e isso vai além do diploma...


sábado, 2 de outubro de 2010

Uma questão publicitária

Sabem, eu resolvi arrumar os meus dentes. De novo!!!!
É a terceira vez que vou metalizar a boca. Terceira e última. Minha paciência têm limites.
Enfim. Fui ao dentista.

Enquanto esperava minha vez, resolvi pegar uma revista. Afinal, informação é muito bem vinda.
Foi então que peguei a Caras e comecei a folhear.
Quanta informação indispensável!

Mas o que me chamou a atenção, foi uma propaganda de uma certa escola de Inglês.
Acreditem vocês, que a frente da foto da escola, havia uma loira, alta, olhos claros, linda e ex - BBB.
Não citarei o nome da cidadã. Por que meu blog é bem famoso. Pode ser que ela leia minha postagem e resolva me processar por calúnia e difamação.
E sendo eu, uma farmacêutica, mal paga, não terei verdinhas para pagar os honorários do advogado.

Mas voltando ao que vi na revista.

Uma loira, alta, olhos claros, linda e ex - BBB, que mal sabe pronunciar o Português, fazendo publicidade pra uma escola de Inglês. 
Uma escola de Inglês!!! Como assim?!
Se até as escolas investem em faces bem moldadas, exigir o que? E de quem?
Pobre escola. Que vende a sua imagem, da imagem de uma cabeça vazia. Bonita, mas vazia.

Virei a página. 

E outra e mais outra. E vi novamente a mesma loira, desta vez "publicitanto" (Guimarães Rosa, não fique bravo comigo, mas eu também gosto de neologismos e a culpa é sua) uma cozinha planejada, bem moldada, arquitetada lindamente, tal como a face da loira.

E não é que os dois combinaram!


domingo, 8 de agosto de 2010

Produtiva Ladainha

Pessoas!
Ô seres estranhos!
Se você fala bom dia e sorri. Vão achar que você está feliz demais. E vão se incomodar com isso.

Se você passa reto, vão te chamar de mal educado.
E se você apenas esboça um sorriso de canto de boca e passa reto, vão achar as duas coisas que citei acima.
Aí você fica churrasqueando a massinha, pra tentar achar um equilíbrio. 
Mas a questão é : Seja como você for, vão falar de você. E talvez não falem bem.

Que seja. 

Ontem eu observei um fato que, eu acreditava ver só em desenhos animados. E também nos desanimados.
Como sempre, ao invés de eu prestar atenção na ocasião em si, eu prestava atenção nas pessoas.
Enquanto o padre recitava sua ladainha, umas trocavam sms. Uns piscavam, querendo garantir o pós missa.
Outros bocejavam. Comentavam sobre o bolo que não cresceu, sobre a roupa que não serviu e sobre a gravidez da vizinha.




E quando eu estava prestes a ficar sabendo quem era o pai do filho da vizinha, eu ouço um barulho mais ou menos assim: Puftz!

Mais que depressa, num movimento totalmente involuntário, minha cabeça se vira.
E, eis que, vejo!
Um homem e um bebê. E eis que, identifico a origem do barulho, estupefata.
Se Zaraustra tivesse me contando, é certo que eu não acreditaria.
E o que eu apenas via nos desenhos, se transformou em realidade.
O homem, cospe na mão e arruma o cabelo do bebê. 


(Momento de silêncio)

Quando será que vou achar o pote de ouro no fim do arco-íris? 

domingo, 16 de maio de 2010

Expressões Faciais

Calma. Isso aqui, não será um simples plágio de Lie To Me.
É que ultimamente eu venho reparado, nas caras e bocas, após determinadas situações.

Na academia por exemplo.
Acho que os músculos da face são os mais trabalhados.
Será que realmente, precisa fazer cara de.. de.. de.. bom, daquilo que a gente faz entre quatro paredes, pra levantar 2 quilinhos?
Acho que não, mas enfim..

Esses dias, a familia se reuniu aqui em casa.
Sabe, mas se reuniu mesmo. Enquanto uns viam a última semana da novela das 8 que começa as 9, outros, batiam papo na cozinha e outros estavam no pc.

No intervalo da novela, e do pc, resolvemos ir para a cozinha. Nos reunirmos.
Pra quem acompanha meu blog, sabe que tenho uma prima de uns 2 anos e alguma coisa.
O pai dela, devo dizer, foi quem me inspirou a postagem de hoje.

Então, enquanto conversámos na cozinha, esta minha prima, assistia desenho na sala.
Papo vai, papo vem... a pequena resolve aparecer na cozinha, segurando um pequenino "objeto", e diz:
-"Papai, olha o que eu tenho aqui!"
O pai dela estica os braços em direção ao objeto, segura-o e diz:
-"Olha filhinha, o que é isso?"
A menina então, com um sorriso maroto, responde:
-"Uma caquinha de nariz, papai!"

E foi então que, eu, finalmente entendi, o que é uma cara de tacho.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Essa menina está doente do pé

Ah!

Como é bom chegar em casa e tirar o tênis.

E como é bom trabalhar de tênis!

É, por que existem mulheres que trabalham de scarpin. Estão elas lá.. firmes e fortes no salto.

Isso por fora. Por que a sensação é como se o coração estivesse pulsando no pé.

Sabe, eu gostaria de entender se a pose está ligada com a qualidade.

Mas ultimamente, eu só quero entender do meu trabalho.

Então, leitores, nao tentem me explicar sobre pose e qualidade. Além do mais, não era disso que eu queria falar.

Estava eu, numa festa, universitária.

Isso, um ano depois de formada, ganhando meu dinheirinho milionário.

Enfim. A festa era uma cervejada. Musica sertaneja mais free que a cerveja.

Reencontrei o pessoal da faculdade. Mas principalmente, reencontrei os meus calouros. Mais especificamente, “o” calouro.

Ai gente. Cervejada é tenso.

As tantas da noite, eu peguei meu copo, e como diria uma amiga, fui com a arte de chegar chegando.

Chegar chegando.

Bom, eu não sei dançar. Essa estória de dois para lá e dois para cá, é mais difícil que aprender japonês em braile. Mas como sou brasileira e não desisto nunca, comecei.

Dois pra lá.. um pra cá.. um pra lá.. meio a 30º a minha esquerda.

No dia seguinte, falando com esse meu calouro, calorosamente no MSN, ele diz:

-“ Nossa Nati, quando voce me disse que não sabia dançar eu não acreditei.

Mas eu vi que a dança não tava indo num ritmo. Ai pensei que estava bêbado.

Mas percebi que, você não dança nada mesmo”.

- É, pra que mentir quando se pode falar a verdade.

sábado, 3 de abril de 2010

Os embalos de uma noite qualquer.

Fuuuuuuuuuuuuuuu

Dando uma assopradinha na poeira!
Eu nem sei por que eu deixo chegar a esse ponto. Sou alérgica a pó.

Sabe, posso até confirmar que, ( e aí eu falo por mim), sou uma mulher de fases. De lua mesmo.
Tem dia, que tudo é lindo. Outros, tudo é cinza. E alguns, e esses me dão medo, está tudo atacado.

É. Atacado. Sabe aqueles dias em que você pensa: " Já que está tudo do avesso, vou extrapolar".
Pois é. Num desses fim de semana, fui a um baile de formatura. Amigos e amigas. Red label e guaraná. Tudo perfeito.

Meus olhinhos apertados. Olhando, procurando, mirando.
Vestidinho e salto alto. Hum. Isso não ia prestar mesmo.

Mas incrível! Nos dias de "atacamento", parece que dá tudo errado. Tudo!
Ninguém te olha. E quando, alguém esbarra em você, pede desculpas e vai embora.
Nisso, já eram tantas da noite. Eu já estava impaciente.
Eis que vejo... Uma possível solução.

Tudo bem que o nível etílico do cidadão estava deveras elevado. Mas eu não estava preocupada com isso.
Fui, como diria uma amiga, perto do rapaz, com aquela arte de chegar chegando.
E.. finalmente, o rapaz e eu começamos a dançar.
Devo admitir também, que na arte de dois para lá, e dois para cá, eu sou terrivelmente péssima.

Mas que seja, o ser estava tão "asséptico", que não lembraria do desastre mesmo.
É. Desastre.
Caos. Tormenta.

Enquanto eu desafiava a gravidade, o cidadão fez, dos meus lindos pés, a pista de dança.

É hora de rever, meus "atacamentos."

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Prodígio

Quando eu era pequenina, a minha alimentação era muito mais saudável!
Vinha leitinho quentinho, direto da teta da vaca. Limãozinho colhido na hora, alface, mandioca...
Mas o que eu mais gostava, que chegava a gozar de tanta felicidade, era aquele milhozinho quentinho e fresquinho da vovó.

E como eu disse logo acima, eu era pequenina. Tinha o meu vocabulário limitado.
Eu não sabia dizer:

-" Vó, tô com vontade de comer milho cozido na panela de pressão"
Não. Eu dizia:
-" Vó, quero milho no pau."

Pois é. Se um psicólogo ler esta postagem dirá que tenho certo desvio para assuntos libidinosos.
O que, claro, não procede.

Mas enfim. Esta semana, para a minha surpresa, a vovó cozinhou milho! Na panela de pressão.
Senti-me pequenina. Ataquei aquele pau, digo, aquele milho voraz.
Não sei se vocês sabem, ó leitores, mas tenho uma priminha, de uns dois anos e alguma coisa.
E ela estava aqui, com seus amados pais. Comendo milho.
E claro, eu, não resisti.
Eu tinha que fazer uma gracinha.

Eis que disse:
-" Você está comendo milho no pau, tatinha?"

Eis que ela me responde:

-" Não Tata, eu estou comendo milho na mesa."

Conclusão: Odeio crianças prodígio.

¬¬

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A arte da comunicação

Admirável!
Arte e tanto. Preciosa. Precisa. Nem tão precisa.
Indispensável. Por vezes, exagerada.
Bonita e cruel. Confusa que só.

Com ela, temos perguntas e respostas. Nem sempre as respostas. Digamos que, na maioria das vezes.

Pessoas que se comunicam demais, nas próprias palavras se perdem.
Quando de menos, abertura para conclusões erradas acontece.

É a arte do medo também.
Aquilo que está encarcerado nas nossas cordas vocais, farão algo muito bom, ou algo nada bom.
As vezes fica tão encarcerado, que acaba nem saindo da cela vocal. Algo bom não acontecerá, e algo ruim, também não.

O dito pelo não dito então, predomina.
O peito aperta. O peito! Que nada tem a ver com voz.
O que a falta dessa arte nos faz!

Nos faz perder. Nos faz ganhar. Não nos faz nada.
E tudo.




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Hora de modernizar

Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu..
Antes de mais nada.. vou dar uma assopradinha no blog para tirar o pó, as teias...
Não se assustem.. limpeza de preguiçoso é assim mesmo!

Mas enfim...

Essa semana, ocorreu um fato engraçado no trabalho. Mas, dessa vez não comigo (Ohhhhhh)!
Estava eu, formosa como sempre.. trabalhando alegre e contente.
Tá, não tão alegre.. e nem tão contente, afinal.. é começo de mês e meu salário farmacêutico já se foi. Mas.. estava eu lá.
Semana corrida. Clínica cheia. O telefone, tocava como uma orquestra. Tudo dentro do normal.
Em frente onde eu estava, havia um senhorzinho com seu acompanhante.
Como sou nova no trabalho, antes de tomar qualquer atitude, eu recorro a superioridade.

Eis, que quando o telefone toca.
-" Fulanaaaaaaaa, você pode atender o telefone, acho que é urgente!"
Eis, que claro.. a Fulana vem correndo. A mesma pega o telefone, e olha para dois bancos.
Acho que nesta hora, o Tico queria o banco esquerdo, e o Teco o direito.

E, como toda superioridade, para manter a paz, decide por.. por.. ou melhor.. pelo.. MEIO!!!
Sim pelo meio!

De repente a clínica inteira ouve um tibumfi e ela, cai de bunda ao chão.
Claro, para manter meu emprego, nenhuma risada. Na hora. He.
Horas mais tarde.. o acompanhante do senhorzinho deixa, para a Fulana, um chocolate, um cartão e um número de telefone.

Pensei, pensei.. que jogar lenço que nada.
O esquema é quebrar uma costela no chão.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Busão da amizade

Essa não será bem uma estória, mas... Um desabafo.
Tá. Eu sei que vocês ó meus amados ( e muitos) leitores, não têm a orelha em forma de pinico, mas como sempre digo, o blog é meu (6).

Dentre as inúmeras coisas que me indignam, me contrariam, me deixam P da vida mesmo é entrar no ônibus e avistar crianças.

Da-me até um calafrio.
Mas não é porque eu sinta desafeto com crianças. Eu até gosto, de algumas delas.
O que me faz perder os cabelos do corpo, é quando a abençoada da pouca idade começa a tossir.

E incrível! TODAS as crianças têm crise de tosse em ônibus.
Não condeno tosse. Nada disso. Todos têm o direito de estarem doentinhos de vez em quando.
O problema, é NÃO colocar a mão na abençoada da boca.

Então fica aquela sinfonia tussígena no nosso cangote.
Mas.. ainda não cheguei lá.
No problema maior.

Todas essas crianças, vão ao ônibus acompanhada da (in)feliz da mãe, a qual se esqueceu de ensinar, que quando se tosse, no mínino, se pôe a mão na boca.

E tenho dito.

domingo, 6 de dezembro de 2009

E na faixa de pedestres...

Pós formatura é muito legal!
Principalmente para quem não passa no mestrado (para viver mais uns 2 anos às custas do CNPQ).
Então, começa a correia atrás do primeiro emprego.

O mais legal e emocionante, são as entrevistas. Perguntas, na maioria das vezes idiotas, como:
-"O que você faz aos fins de semana".
Uma pena que a tolerância não pode ser zero.

Só sei que, tudo quanto é entrevista, os pobres neo -desempregados, estarão lá.
Certa vez, estava, eu, a dona deste blog.
Nervosa. Pensando no que falar. Pensando em como não demonstrar ansiedade e principalmente a vontade de mandar catar coquinho, com certas perguntas.
Beleza. Tomei banho. Coloquei uma roupinha discreta e fui.
Mas fui com aquela vontade. Sabe, aquela vontade de receber parentes em época de natal (já que estamos no clima).

Quando, estava eu, chegando perto do desejado emprego, me deparo com uma faixa de pedestres. Paro. Espero o sinal fechar. E é eis que nessa espera boçal, que eu sinto, algo fazendo "ploft" em meio aos meus fios de cabelo recem lavados.
Por um momento eu paro, inerte. Com medo da verdade.
Minha mão sobe lentamente em direção aos fios ferrugem.
Esfrego. Venho, em direção aos meus olhos e vejo uma pequena pasta marrom e branca, ainda morna.

(vontade de gritar)

E a verdade: Cagaram na minha cabeça! Em dia de entrevista! Infortúnioooooo!
Não dava tempo de voltar para casa. passei as mãos. Limpei na roupa e fui.
Chegando lá, entro na sala do futuro chefinho...
Conversa (chata) vai, conversa (insuportável) vem. E ele pergunta:
-Desculpe a indiscrição, mas.. O que é isso no seu cabelo?
-Ah, pois é.. um incidente da natureza e da gravidade.
Nesta hora levei um puta susto da risada escandalosa que ele fez.
-Senso de humor... muito bom num ambiente de trabalho
Eis que penso: Senso de humor o caralh*, não foi na sua cabeça que uma pomba infeliz cagou.

Silencio um instante, e ele diz:
Mas bem, analisaremos seu currículo e retornaremos com uma ligação.
Isso faz 6 meses.
E a ligação: "tu tu tu"

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Chamando senhor Spock

Fiquei chateada com a descoberta de água na lua.
Sério.
Eu penso: "Poxa vida! Nós moramos na Terra".
O que que eu tenho a ver com a lua, gente?
A única coisa que a lua faz por mim, é praticamente regular as minhas fases. Nem pra romantismo ela está servindo.
Mas bem. O adorado ser humano nao se contenta com esta orbita.
Até entendo. Estrelismo massageia o reflexo do espelho.
Mas a minha indignação maior é: Já que querem passear nas galáxias, porque não vão para marte?
Uma vez que, homens são de Marte!!!!
Nessa eu iria de carona!


sábado, 14 de novembro de 2009

Moro... num país tropical

É galera!!!!
O natal está chegando!
E com ele o verão, a Simone, o Roberto Carlos.. e claro.. o mais importante evento: Meu aniversário!
Mas enfim...

Sempre me intrigou o fato de todos enfeites frufru de natal, ser acompanhado de bolas de neve sintéticas!
Que lindo! Neve! Telhados pseudogelados. Árvores de natal com pseudoflocos de neve. Tudo branquinho. Uma lindeza!

Tá. Em se tratando da arte de copiar, somos feras!
(nunca vou esquecer aquela aula de história, quando me apresentaram uma bandeira do Brasil identica à dos EUA só que em verde e amarelo)
Mas como eu ia dizendo, a neve é linda.
Sim.. o natal gelado é lindo. Mas lá. Lá onde a geografia agraciou com temperaturas baixas em pleno verao brasileiro.

E eu me pergunto: Será que o comércio lucraria menos com um natal ensolarado, e ao invés de bolas.. biquínis?

Ao invés daquela roupa vermelha calorenta, uma bermudinha com havainas?
Acho que não. Mas quem se importa?
Talvez os aspirantes de Papai Noel. Eles sofrem. Eles transpiram.
E antes que a Simone venha com a campanha dela, eu venho com a minha:
Arvore de natal sem algodão. Por uma originalidade nata.



domingo, 8 de novembro de 2009

Mensagem ao Eu

Prezado Eu interior

Venho por meio desta pequena "carta", dizer-lhe algumas palavras.
Minha pessoa, anda meio preocupada e insatisfeita, com algumas atitudes sua Eu.
Acho que você, Euzinho, não se deu conta, que todas, mas TODAS, as suas ações, refletem na minha pessoa.

Sabe, Eu, uma ou outra coisa, minha pessoa releva. Mas tem coisas.. que me deixa em maus lençóis!
As vezes, Eu (não que isso seja uma crítica), você se torna insuportável. E minha pessoa, é quem ouve.

Quisera minha pessoa te deixar livre. Mas você bem sabe, essa tal de sociedade... É muito esquisita. E além do mais, se você estivesse solto, Cristiane F seria fichinha perto de você.
Então, um pouco de reclusão, nao faz mal a ninguem, muito menos a você, Eu.
E vamos direto ao ponto, mais ainda. Vê se sossega seja lá o que for que te deixa fervilhando, antes que eu te bote de castigo.
Ainda existem conventos.

Atenciosamente;

Natalia. Farmacêutica. Mal paga e criadora de devaneios, tal como este blog!